Todos os candidatos são cúmplices da coerção estatal

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O povo já começou a se matar por causa das eleições presidenciais de 2026. Não é exagero. Nas redes, nas conversas de bar, na família, todo mundo escolheu lado e está disposto a destruir o outro. Como se a salvação do Brasil dependesse de um nome na urna. Como se trocar o ocupante do Planalto fosse resolver qualquer coisa. As pessoas se odeiam, se xingam, se ameaçam e, em alguns casos, já partem para a agressão física por causa de políticos que nem conhecem de verdade. E o pior: ninguém para para pensar no óbvio.

O verdadeiro problema nunca foi o candidato. O verdadeiro problema é o Estado. Esse monstro inchado, falido, imundo, que existe só para sugar o que você produz e decidir o que você pode ou não fazer com a sua própria vida. É um sistema que se alimenta de coerção. Ele não pede. Ele toma. Ele não negocia. Ele impõe. E todo mundo que entra nesse jogo, esquerda, direita, centro, centro-esquerda, centro-direita, tanto faz, aceita as regras desse jogo. Aceita o poder de mandar em você. Aceita o poder de roubar você via imposto. Aceita o poder de ameaçar você com a força policial se você não obedecer.

Olha o que acontece a cada ciclo eleitoral. Aparece um novo messias. Um cara que promete acabar com a corrupção, que promete moralizar, que promete eficiência, que promete liberdade. E a torcida vai atrás como se fosse time de futebol. Mas o que acontece depois? O mesmo de sempre. O cara chega, se acomoda, protege os seus, amplia o próprio poder, aumenta o orçamento, cria novos cargos, novos programas, novas desculpas para gastar o seu dinheiro. E quando o povo reclama, a resposta é a mesma: “é o sistema”. Exato. É o sistema. E quem entra nele colabora com ele. Não existe salvação dentro da máquina. Quem sobe no trono estatal, independentemente da ideologia que prega, está reforçando a coerção. Está dizendo: “eu tenho o direito de mandar em você porque ganhei uma eleição”.

Todos os candidatos, sem exceção, são parte dessa merda. Uns falam mais bonito, outros gritam mais alto, uns usam gravata, outros usam camiseta, uns citam Deus, outros citam o povo, uns falam em mercado, outros falam em justiça social. No fundo é a mesma coisa: disputam o direito de controlar a sua vida e o seu bolso. Nenhum deles questiona a legitimidade do Estado. Nenhum deles propõe acabar com o monopólio da violência. Nenhum deles diz a verdade: que o problema não é quem está no poder, é o poder em si. Porque o poder estatal é o câncer. Ele cresce, se espalha, cria dependência e destrói qualquer possibilidade real de liberdade.

Enquanto as pessoas continuarem acreditando que a solução está em escolher o “menos pior”, o sistema segue intacto. Continua roubando, continua mentindo, continua prometendo e continua entregando a mesma porcaria de sempre. Independente de quem ganhar em 2026, o resultado será o mesmo: mais Estado, mais coerção, mais gente se matando por causa de políticos. A única saída real não está na urna. Está em parar de legitimar essa estrutura podre. Parar de achar que alguém no Planalto vai te salvar. Porque ninguém vai. O Estado não salva. O Estado só tira.

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Felipe Viotti Antevere

Sou um observador crítico da política, da economia e das transformações sociais contemporâneas. Escrevo sobre liberdade, responsabilidade individual, imigração, cultura e comportamento humano, sempre com o objetivo de questionar narrativas estabelecidas e provocar o pensamento independente.